O espasmo hemifacial é uma mioclonia segmentar da face, que acomete os músculos inervados pelo nervo facial ipsilateral, de modo unilateral. Costuma ocorrer em adultos e é mais frequente em mulheres. Pode estar associado a uma compressão vascular do nervo facial em sua emergência, no tronco cerebral

Geralmente os espasmos se iniciam nos músculos das pálpebras e, gradualmente se espalham para boca, fronte e região maxilar do mesmo lado, podendo atingir a região do pescoço (Platisma). Atinge igualmente ambos os sexos na quarta e quinta décadas da vida.

 

Diagnóstico

O Neurologista é o especialista médico indicado em sua detecção. O diagnóstico terá como base o histórico médico, sinais e sintomas do paciente. Exames complementares de Eletroneuromiografia e neuroimagem podem ser requeridos.

A toxina botulínica é a primeira escolha para o tratamento do espasmo hemifacial. A injeção da toxina é realizada no tecido subcutâneo em 3 a 5 pontos ao redor da musculatura do orbicular dos olhos. Também são injetados em 2 ou 3 pontos nos músculos orbiculares dos lábios e em 1 ponto no mento. A dose média utilizada varia de 30 a 35 UI do Botox® ou 100 a 120 UI do Dysport®. Diversos estudos mostram que a melhora dos sintomas varia de 82% a 100%2,31-33. 

Os efeitos colaterais mais freqüentes são fraqueza palpebral, ptose e fraqueza da musculatura peribucal. Outros efeitos colaterais menos freqüentes são lacrimejamento, secura ocular e diplopia. 

O efeito benéfico dura cerca de 3 a 4 meses. As injeções repetidas são bem toleradas e não se observa perda do efeito durante anos de tratamento.

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